Educação Visual- Graffitis

Maio 8, 2008
       

Graffitis

A palavra graffitis vem do Italiano “graffitis”.
Graffiti significa em Latim e Italiano “escritas feitas em carvão” grafiti vem da palavra “graphein”, que em Grego significa escrever, sendo também o nome que se dá ao material de carbono que compõe o lápis, de onde se conclui que graffitis tem tudo a ver com escrever com carvão.
Graffiti é um termo tão antigo quanto a velha Roma.
         Os Romanos tinham o costume de escrever com carvão nas paredes das suas construções.
Se analisarmos em termos mais genéricos ainda, até mesmo as pinturas rupestres, dos Homens das cavernas, podem ser consideradas uma forma Pré-Histórica do graffite. Milhares de anos depois destas civilizações, sem que acontece-se praticamente nada parecido com graffiti, no final da década de 60 e o início da década de 70 no nosso século, jovens do Bairro do Branx restabeleceram esta forma de arte, mas desta vez não com carvão e sim com Spray, criando um novo diálogo de grafite, colorido e muito mais rico, tanto visualmente quanto no conteúdo de mensagens que eram passadas. Há duas teorias que explicam a origem dos graffiteiros modernos e uma complementa a outra: há quem diga que o graffite surgiu do Hip Hop (cultura de rua originária dos guetos Americanos, que une o Rap, o Break, e o Graffite). A outra afirma que o grafite tenha surgido em Nova York e de lá se espalhou pelo mundo. Desde o início os artistas eram chamados de Writerse (escritores), costumavam escrever os seus próprios nomes ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais da realidade em que viviam.

Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens porque o verdadeiro interesse do graffiteiro era passar aquela mensagem para o maior número de pessoas. Outro modo de passar a sua mensagem era os muros das cidades.Ocorreu um avanço no mundo do graffiti, graffiteiros criaram os chamados “Togs” que são na verdade como uma marca registada, ou seja, as suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens, usados nos seus grafites, as chamadas “bonecos”. Para finalizar, o graffiti surgiu nos EUA e hoje está nas maiores cidades do mundo.

Educação Visual

Maio 8, 2008

A Arte do desenho no Museu de Arte Antiga

 

Alinha apropria-se da folha, dá-lhe vida. Com o passar do tempo, já não são apenas contornos, são manchas que adquirem volume , que preenchem o papel, que descrevem movimentos, que expressam sentimentos e emoções e que, finalmente, ganham luz e criam sombras.

Este é o percurso, pela história do desenho e pelas obras dos Grandes Mestres do Desenho , que o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa apresenta ao público até 22 de Abril. Em exposição estão cerca de 270 desenhos de conceituados artistas portugueses e estrangeiros, como Rembrandt, Perugino, Vasari, Correggio, Poussin ou Domingos Sequeira.

Os desenhos, seleccionados entre as quase 6 mil obras (de entre os séculos XV e XIX) que pertencem ao acervo do MNAA, encontram-se distribuidos por oito núcleos: Linha, Mancha, Volume, Espaço, Movimento, Expressão, Luz e Sombra.

A organização destas peças foge a uma ordem cronológica, pois o objectivo é “privilegiar o acto do desenho” e mostrar como este “é um laboratório da experiência artística”, explicou Alexandra Markl, uma das comissárias da exposição, juntamente com Maria Trindade Mexia Alves e Regina Peixeiro.

Em Grandes Mestres do Desenho, a presença portuguesa é feita por um importante conjunto de desenhos de pintores maneiristas do século XVI, com alguns trabalhos de artistas do século XVII, como Vieira Lusitano e Pedro Alexandrino, e ainda com a referência constante a Domingos António de Sequeira. O “maior desenhista português”, segundo Alexandra Markl, foi o artista escolhido para encerrar todos os núcleos da exposição.

No plano internacional, o espólio do MNAA reúne um vasto grupo de desenhos de grandes mestres italianos do Renascimento e do Barroco, tais como os citados Perugino, Correggio e Vasari. Estão também incluídas obras de referência de artistas flamengos, espanhóis, holandeses, alemães e ingleses.

Um século depois da publicação do primeiro catálogo sobre esta colecção, em 1905, o MNAA espera que a exposição contribua para “um maior conhecimento de parte importante do património nacional”. “É uma exposição absolutamente extraordinária”, diz Dalila Rodrigues, directora da instituição. Mas devido à grande fragilidade dos desenhos e aos cuidados de preservação que requerem estas obras, esta é também “uma oportunidade única”para apreciar grandes obras do panorama nacional e internacional, que normalmente “estão longe do olhar do público”, acrescenta Alexandra Markl.

Grandes Mestres do Desenho é também o resultado da relação de parceria/mecenato entre o MNAA e o Millenium bcp. A colaboração entre as duas instituições dura há três anos e envolve um valor de 1.5 milhões de euros.

“Tenho um carinho especial por este museu”, admitiu Paulo Teixeira Pinto, Presidente do Millenium bcp, durante uma visita guiada à exposição, na terça-feira. E aproveitou ainda para tecer largos elogios à “inovação e criatividade” do MNAA.

Para conhecer melhor estes valiosos desenhos, há visitas guiadas à exposição, promovidas pelo sector de educação do museu, todas as quartas-feiras, pelas 15.00. No domingo, dia 2 de Abril, excepcionalmente, pode tomar contacto com a arte do desenho a partir das 11.3o.