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A França em Crise

A França foi afectada por uma grave crise económica e financeira, em resultado de maus anos agrícolas e de elevados gastos públicos (luxo da Corte, atribuição de pensões aos cortesãos, despesas com as guerras).

Perante o descontentamento da maioria da população, o rei Luís XVI encarregou os seus ministros das finanças de encontrarem uma solução para a crise. Todos eles encontraram para a necessidade de obrigar o Clero e a Nobreza a pagar impostos.

 

 

 

 

 

 

Convocatória dos Estados Gerais

Em 5 de Maio de 1789, reuniram-se, em Versalhes, os Estados Gerais. Mas as três Ordens não se entenderam sobre o sistema de votação. O Clero e a Nobreza pretendiam o voto por Ordem, o Terceiro Estado por cabeça.

Medidas tomadas pela Assembleia Constituinte:

  • abolição dos direitos feudais;
  • publicação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão;
  • elaboração de uma Constituição (1791);

Convenção (1792 – 1795)

è  Em Setembro de 1792, a Monarquia Constitucional foi suspensa e é proclamada a República, iniciou um grande período de agitação e tomou as seguintes medidas revolucionárias:

  • A suspensão das liberdades publicas;
  • O tabelamento dos preços e dos salários;
  • A expropriação dos bens da nobreza;

è  Em Janeiro de 1793, o rei Luís XVI, foi acusado de traição à pátria, e acusado à morte na guilhotina.

-> As principais forças politicas que lutam pelo poder:

  • Girondinos “os moderados”
  • Montanheses “os radicais”

-> Em Setembro de 1793, inicio o período do Terror com perseguições politicas e morte dos principais dirigentes políticos, suspeitos de actividades contra-revolucionárias.

Em 27 de 1794, fim do governo ditatorial e a Convenção passou a ser dominada pelos elementos moderados.

O Directório (1795 – 1799)

Com efeito, entre 1795 e 1799, a França foi governada pelo Directório. Neste novo regime, o poder executivo cabia a cinco directores, representantes da burguesia moderada e liberal.

Durante este período, a França viveu tempos de dificuldades económicas, sociais e de instabilidade política.

As etapas do poder de Napoleão:

A partir de 1799, Napoleão tornou-se, no dirigente político mais poderoso da França, podemos distinguir duas fases distintas:

* a do Consulado (1799 a 1804)

* a do Império -81804 a 1814), em que governou a França como Imperador;

Medidas de modernização da França tomadas por Napoleão:

è  Reorganização da administração publica, como o à centralização do poder;

è  Fundação do Banco de França (1800), a fim de dinamizar a economia;

è  Criação dos liceus (1802) e reforma da Universidade (1806), com vista a dotar o país de técnicos capazes;

è  Publicação do código civil (1804), que consagrou o direito à propriedade e à igualdade de todos perante a lei;

è  Fomento das obras publicas, como abertura de estradas e o embelezamento das cidades;

Caracterização de uma nova concepção de poder:

è  Soberania passou a residir na Nação e não no monarca, como acontecia no Antigo Regime;

è  Os poderes políticos foram separados (poderes executivo, legislativo, judicial) e passaram a ser desempenhados por órgãos próprios, independentes uns dos outros (principio da separação dos poderes)

è  A Constituição tornou-se a lei fundamental do país, à qual estavam sujeitos todos os cidadãos (governantes e governados); por outro lado, nela consagraram-se os direitos fundamentais dos cidadãos (liberdade de expressão, de reunião, de religião e igualdade de todos perante a lei)

Criação de uma nova sociedade

Com a Revolução Francesa, os privilégios destas Ordens foram abolidos – a sociedade de Ordens acabou e estabeleceu-se a sociedade de classes.

A burguesia, tornou-se, pouco a pouco, a classe mais importante.

Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade, fraternidade – propagaram-se por toda a Europa e América Latina.

Na Europa ao longo do século XIX, conduziram a revoluções liberais contra os regimes absolutistas.

Motivos que levaram a revolução liberal portuguesa

As invasões francesas provocaram uma grave crise económica ao nosso país. Com efeito, os exércitos trouxeram morte e destruição (roubos, saques); por outro lado, em 1808, os portos do Brasil foram abertos ao comércio internacional, o que afectou seriamente os interesses da burguesia; por sua vez os militares portugueses sentiam-se humilhados pela presença de oficiais ingleses na governação e na chefia do Exército; finalmente, a ausência da corte no Brasil desgostava os portugueses. Por estes motivos (descontentamento da burguesia, dos militares e da população em geral), no dia 24 de Agosto de 1820, deu-se no Porto uma Revolução Liberal, preparada pelo Sinédrio.

A Independência do Brasil

Com o estabelecimento da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, o Brasil conheceu um notável desenvolvimento. Por isso, em 1815, foi levado à categoria do Reino.

Em 1821, o rei D. João VI regressou a Portugal; no Brasil ficou, como regente, o seu filho D. Pedro. As Cortes liberais portuguesas retiraram os privilégios concedidos pela coroa ao Brasil e ordenaram o regresso de D. Pedro a Portugal. Em 1822, proclamou, nas margens do Rio Ipiranga, a Independência do Brasil, tornando-se, então, imperador do novo país.

Guerra Civil

O rei D. João VI regressou a Portugal e jurou a Constituição de 1822. Alguns portugueses não aceitaram o novo regime e começaram a conspirar.

Em 1831, D. Pedro abdicou do trono brasileiro e rumou à Europa, indo instalar-se com exilados liberais na ilha Terceira. Em 1832, desembarcou com as suas tropas, perto da cidade do Porto, que ocupou. A cidade sofreu então um doloroso cerco ( entre Julho de 1832 e Agosto de 1833) pelas forças miguelistas.

Em 1834, após várias derrotas militares, D. Miguel assinou a paz através da Convenção de Évora-Monte. Então, a Carta foi restaurada e o liberalismo implantou-se definitivamente no nosso país.

Significado da Convenção de Évora-Monte

Em 1834 D. Miguel assinou a paz através da Convenção de Évora-Monte, a Carta foi restaurada e o liberalismos implantou-se definitivamente no nosso país.

Medidas dos principais dirigentes liberais:

-> Mouzinho da Silveira, aboliu os dízimos, as portagens e os morgadios até

200 000 Reis e reestruturou a administração pública;

-> Ferreira Borges, que, em 1833, publicou o Código Comercial, a fim de regulamentar e dinamizar o comércio;

-> Joaquim António de Aguiar, que, em 1834, extinguiu a maioria das ordens religiosas e vendeu os seus bens em hasta pública.

 

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